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Principal fabricante de armas de fogo do Brasil trilha novo caminho, aberto pelas mudanças promovidas em sua gestão e operação, priorizando qualidade e satisfação do cliente.

Os 76 anos de atuação da Taurus no Brasil a colocaram na posição que hoje ocupa: a de maior fabricante de armas de fogo, acessórios e equipamentos de segurança do País.

Mirando os próximos 76 anos, a companhia hoje promove a maior restauração de sua história, redesenhando toda a sua gestão e tendo como alvo a constante melhora na qualidade dos seus produtos e no apoio e satisfação dos clientes.

Planejada desde 2013, as mudanças tiveram início em setembro de 2015 e levaram em conta aspectos técnicos e econômicos que criassem condições para uma gestão industrial mais eficiente e competitiva. Em seis meses, a companhia concentrou toda a operação em uma única fábrica, no município gaúcho de São Leopoldo. Nesse intervalo, não apenas mudou seu processo produtivo, incorporando o conceito de Lean Manufacturing – consagrado pela montadora japonesa Toyota e com foco na eficiência e na redução dos desperdícios – como adotou nova estrutura de liderança no chão de fábrica. Outra novidade foi a introdução de peças intercambiáveis para a produção de armas de fogo, uma evolução dos processos industriais artesanais, tão tradicionais quanto comuns nessa atividade. Para este ano, a companhia prepara uma linha de novos produtos que terá 70% das peças compartilhadas, a exemplo do que se faz no setor automotivo.

 

76 anos de história

Uma região marcada por diversos conflitos em nome da posse da terra, pela multimiscigenação e por um ambiente econômico e social bastante diverso do restante do país, foi a que viu surgir, em 1939, a Forjas Taurus. O cenário nacional no final dos anos 30 se mostrava propício ao empreendedorismo, graças ao direcionamento do governo de Getúlio Vargas, que procurava investir forte no desenvolvimento industrial brasileiro. Apostando em sua força de trabalho, o Rio Grande do Sul vivia época auspiciosa e buscava aumentar a sua inserção na economia nacional, consolidando sua condição de grande fornecedor do mercado interno, o que se confirmou nos anos de guerra. Ao longo de sua trajetória de sucesso, a Taurus sempre priorizou investimentos nas potencialidades da região. E não apenas ela. A região Sul do País possui longa tradição no que se refere a presença de fabricantes de armas de fogo e munições, com uma unidade da Companhia Brasileira de Cartuchos, no município de Montenegro, e outra da E. R. Amantino (Boito), em Veranópolis. São Leopoldo, microrregião de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, foi a região escolhida pela Taurus para a concentração de toda a operação da companhia em seu processo de reestruturação. Considerada o berço da colonização alemã no Brasil, desde a chegada dos primeiros imigrantes teutônicos em 1824, e embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos, a cidade é reconhecida por seu amplo e globalizado parque industrial e pela tradição em mecânica fina. O parque industrial de São Leopoldo reúne setores diversos, como metalúrgico, mecânico, de borracha, de papel, coureiro calçadista, cerâmico, têxtil, elétrico, eletrônico, de aparelhos de precisão e de softwares.

Em dezembro de 2015, a Taurus unificou suas três unidades num único complexo industrial. Para isso, migrou para as instalações da Polimetal as operações de sua fábrica em Porto Alegre e da filial instalada nas antigas instalações da Rossi, também em São Leopoldo. Até então, a Polimetal era utilizada apenas para a produção de componentes. Com a unificação, a companhia ganhou em sinergia de processos e com a otimização de sua logística.

A unidade em São Leopoldo hoje concentra 100% das atividades e do portfólio da Taurus, de revólveres e pistolas a armas longas, incluindo o processamento de matéria prima e a finalização do produto acabado. Tudo isso numa estrutura de 17 mil metros quadrados de área construída, instalada em 19 hectares no coração do Distrito Industrial da cidade. Os benefícios foram imediatos. Novos processos de fabricação permitiram aprimorar ainda mais o já rigoroso controle de qualidade da companhia, assim como elevaram a capacidade de produção diária de 1.200 armas para 4 mil unidades e em agosto de 2016 alcançou seu recorde de produção, atingindo a marca de 92 mil unidades no mês. A própria Polimetal passou por uma série de adequações, garantindo espaço para absorver a produção mais elevada e contemplar a incorporação das equipes de logística, administração geral – incluindo escritórios e a área de recursos humanos.

 

Novos métodos

O próprio processo produtivo foi aprimorado, sendo a principal mudança a adoção do conceito de “Lean Manufacturing”, consagrado pela montadora japonesa Toyota, e que se baseia tanto na eficiência da produção como na redução de desperdício com o objetivo de garantir a qualidade do produto final. As melhorias incluíram o aumento do uso de peças intercambiáveis entre seus diferentes modelos, outra inovação inspirada na indústria automotiva, e que permitiu significativa redução nos custos operacionais, tornando possível um processo mais repetitivo e a produção de armamentos ainda mais confiáveis. Para o futuro, o plano da Taurus é ter armas com peças totalmente intercambiáveis.

 Uma das maiores novidades, porém, foi a introdução do processo de Metal Injection Molding (M.I.M.) que permite criar peças de acordo com os projetos da companhia, dispensando a necessidade de fornecedores externos, utilizados pela maioria dos fabricantes de armas. Os processos se tornam integrados e sob a gestão da companhia. Por meio do (M.I.M.) é possível obter peças de geometria complexa que não seriam possíveis nos processos convencionais de usinagem. Componentes em polímero, borracha e aço são elaborados dentro da própria empresa. À inovação no uso desses materiais de alta performance alia-se o baixo peso e resistência dos polímeros da última geração. Hoje, a forma mais simples de operação contempla um computador ligado a uma minicentral de usinagem que, trabalhando com a mistura de polímero e aço em pó, cria diretamente a peça projetada por meio de um processo de aquecimento do material. O computador comanda uma máquina que deposita sucessivas camadas de resina em moldes, até a conclusão da peça.

 

A inspiração do sistema Lean foi importante até mesmo no redesenho da logística interna da Taurus. Foram criadas rotas dimensionadas por toda a fábrica, pelas quais circula um trem logístico executando coletas e entregas de materiais em horários fixos. Totalmente conectada, essa rede comunica a necessidade de materiais imediatamente à área de ressuprimento, permitindo rápido e eficaz reabastecimento dos operadores nas linhas de produção.

O resultado é que um aumento significativo na produtividade e eficiência de sua operação, do sistema de abastecimento aos estoques, evitando paradas desnecessárias nas linhas de produção. Toda a jornada começa no estoque, onde as peças são separadas. O trem logístico é, então, abastecido de acordo com as necessidades de cada estação da linha de produção, seguindo uma rota estratégica, recolhendo e abastecendo as linhas de produção, de usinagem e montagem, auxiliando no fluxo de material necessário para tornar a operação eficiente de ponta a ponta.

A Taurus implantou, ainda, práticas facilitadoras nas linhas de produção. Essa iniciativa permite, seguindo um método científico, tratar de forma compartilhada e visual, incluindo todos os colaboradores, problemas, análises, ações corretivas e planos de ação para garantir um ciclo contínuo de melhorias. O objetivo de tudo isso é tornar visíveis quaisquer eventuais problemas ocultos, para então eliminar as causas raízes.

A gestão da companhia também foi aprimorada. Em janeiro de 2016 foi implantado o sistema ERP SAP, com o objetivo de proporcionar melhor gerenciamento das informações, controles mais eficientes e sinergia. O ERP SAP é um sistema integrado de gestão utilizado por milhares de empresas pelo mundo e conhecido pelo rígido e confiável controle de informações que proporciona. Em média oito em cada dez empresas internacionais utilizam este sistema. Para a Taurus, o SAP trouxe integração dos processos fundamentais da empresa, viabilizando o uso de novas tecnologias no ambiente produtivo e aumentando a eficiência na gestão dos processos para melhoria da qualidade de seus produtos.

Como resultado de todas estas mudanças e iniciativas implantadas com foco no atendimento ao cliente, a Taurus anunciou em setembro, a redução do prazo de entrega de seus produtos de 120 para 30 dias.

 

Problemas ocorridos no passado e ações corretivas

Segundo o vice-presidente de Vendas e Marketing da Taurus, que é também Vice-Presidente Comercial e de Relações Institucionais da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Salesio Nuhs “O investimento da Taurus em pós-venda e serviços ao cliente foi insuficiente por alguns anos, e nosso maior desafio tem sido reaproximar a companhia de seus usuários, levando a eles serviços adicionais importantes e relevantes”. A esse movimento, se soma a iniciativa da companhia em aprimorar ainda mais sua gestão e seus processos industriais, para garantir a qualidade dos produtos oferecidos ao público. Como uma das ações, a empresa colocou no ar o site Qualidade Taurus, com conteúdo sobre manutenção, segurança e uso consciente de armas. Visite, opine e compartilhe: www.qualidadetaurus.com.br

Em julho de 2014 a CBC tornou-se controladora da Taurus. Desde que assumiu a administração, em julho de 2015, se empenhou em agir para reconstruir o relacionamento com os clientes, honrando os seus mais de 76 anos de história, que a tornaram reconhecida como uma das maiores fabricantes de armas do mundo.

O distanciamento da companhia de seu público abriu espaço para questionamentos públicos sobre a qualidade dos produtos da companhia, que a Taurus diz serem infundados. Segundo a companhia, perícias realizadas de acordo com as normas internacionais utilizadas pelo Exército Brasileiro não confirmam qualquer defeito ou falha nos armamentos que produz. Ainda assim, e em linha com a política de reaproximar a companhia de seu público, a Taurus tem mantido contato com as Forças de Segurança sempre que surge qualquer dúvida sobre seus armamentos, diz Nuhs. “É de total interesse para a Taurus esclarecer toda e qualquer dúvida sobre nossos armamentos, demonstrando sua qualidade e segurança, e assim preservar a confiança de nossos usuários.”.

“A companhia deu um grande passo para aprimorar ainda mais a qualidade de seus produtos, por meio de inovação, integração dos processos de gestão, desenvolvimento e fabricação de novos produtos. Esse movimento está em linha com nossa filosofia de constante aperfeiçoamento e pesquisa contínua de métodos e ferramentas para melhorar cada vez mais seus processos e garantir a qualidade de ponta pela qual os produtos da Taurus são conhecidos. Temos consciência de que na, sociedade atual, as Forças Policiais se deparam com dificuldades crescentes e precisam estar preparadas para enfrentá-las com equipamentos modernos e eficientes”, afirma Nuhs. “Há sempre espaço para melhorias. No passado, a companhia se distanciou de seus usuários, e já tomou medidas concretas para contornar essa situação. O futuro da Taurus é tão promissor, ou até mais, que o seu passado, graças à confiança de nossos clientes e a qualidade de nossos produtos”, diz o executivo. O novo slogan “Feito para você!” traduz a seriedade das melhorias colocadas em prática pela nova gestão com foco na satisfação do consumidor.

 

Novo portfólio de produtos

A empresa realizou expressivos investimentos em tecnologia, tanto nos próprios processos de fabricação quanto no desenvolvimento de novos produtos. O foco da empresa é a confecção de um portfólio de armas de fogo (pistolas, submetralhadoras e fuzis) ideal para o segmento policial, que atendam o mercado nacional e de exportação, nas quais as plataformas teriam apenas variações de modelo. Com essa otimização no portfólio, será possível oferecer ao mercado equipamentos para o uso do serviço policial e militar, que atendam de forma eficaz suas diferentes necessidades de treinamento e operação. Ainda em 2016 será lançada a série de pistolas Hammer (linha com cão), e posteriormente, em 2017, será lançada a série de pistolas Striker (linha com percussor lançado). Essa nova plataforma estará disponível nos calibres 9 mm, .40 S&W e .380 Auto e nas versões standard e compacta. A Taurus deverá iniciar em 2017 também a produção de seu novo fuzil T4, em calibre 5.56, baseado na plataforma já consagrada dos modelos M4 e AR-15.

O novo protfólio visa o pleno atendimento dos segmentos policiais e de segurança, contemplando a linha de produtos de Serviço da Taurus. O conceito de aprovação dos novos produtos, que estão sendo desenvolvidos pela engenharia da companhia, também foi modificado. O novo protocolo de testes prevê que o produto deve ser aprovado após testes de resistência de 10.000 tiros sem quebra de componentes. O teste realizado na pistola 838, no dia 12 de setembro de 2015, com 12 convidados formadores de opinião independentes, selecionados dentro do ramo de segurança pública, privada e tiro esportivo, e publicado na Revista Magnum, na edição nº 126, mostra o resultado dessa mudança. Na ocasião, cada participante recebeu um vale de até 1.000 tiros. Os tiros foram feitos por séries intercaladas de 250 tiros em disparos contínuos. A cada série, a arma foi submetida a um processo de limpeza conforme a Norma NEB/T E-267A.

O Instrutor de Tiro da Guarda Municipal de Porto Alegre, (um dos principais públicos da 838 Taurus), Sr. Paulo André Peixoto Lewczyski disse que: “A 838 Taurus tem uma boa produtividade, uma boa capacidade de combate, um equilíbrio no ciclo e uma empunhadura, também muito boa”. A arma não apresentou nenhuma pane, falha mecânica ou quebra de peças nas 9h consecutivas de tiro, totalizando 10.000 disparos. Todo o processo foi filmado, sem cortes, nos períodos de tiro e o material está disponibilizado nas Páginas Oficiais da Marca: Facebook - facebook.com/taurusarmasofficial e Youtube - youtube.com/taurusarmasofficial.

 

Mercado

Desde o século passado, a Taurus passou a ser internacionalmente reconhecida, tendo suas linhas de armamento abrangendo praticamente todos os tipos de armas – tanto para utilização civil quanto para emprego por Forças Armadas e Auxiliares em todo o mundo.

A Taurus é classificada como Empresa Estratégica de Defesa, nos termos da Lei 12.598, de 21 de março de 2012, e forma o Centro Tecnológico do Grupo CBC, um robusto núcleo de pesquisa e de desenvolvimento, que assegura ao Brasil acesso permanente às tecnologias de processos e produtos no estado da arte. As Empresas Estratégicas de Defesa são de extrema importância para o País, pois além de capacidade de mobilização e consequente garantia de nossa soberania, asseguram que as Forças Armadas brasileiras tenham contribuição decisiva de tecnologias sob domínio nacional. O equilíbrio das indústrias brasileiras de material de defesa está condicionado à estabilidade de seus mercados de forma a assegurar continuidade, escala para competitividade, e capacitação tecnológica para investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, que estão a serviço do Brasil e de sua soberania.

Atualmente, a Taurus é considerada a maior produtora mundial de revólveres, e produz mais de 1,2 milhões de armas por ano, incluindo a produção da unidade de Miami - EUA. Com isso, detém considerável fatia do mercado mundial, sendo que 20% de suas vendas são para as Forças Armadas, Políciais e empresas de segurança brasileiras. O mercado civil brasileiro responde por 4% de suas vendas. A Taurus exporta armas para mais de 85 países, sendo os EUA seu principal mercado. A maior economia do mundo representa 64% das vendas da empresa brasileira, atualmente. A companhia chegou a ser líder em vendas de armas leves nos EUA e, em 2011, recebeu o prêmio de “Arma do Ano” da National Rifle Association of America (NRA). Alguns fatores são importantes para que a companhia seja um expoente em nível global. Dentre eles, a utilização de mão-de-obra de alto nível técnico e totalmente especializada, processos diferenciados de fabricação e o estabelecimento de metodologias de ponta seguindo o que há de mais avançado internacionalmente.

 

Futuro

Desde que a nova gestão assumiu, conseguiu implementar importantes mudanças operacionais que já começam a ter impacto sobre o desempenho e o resultado da companhia que, a médio e longo prazos, certamente vão gerar um valor ainda maior. A empresa gaúcha fez do dia 1º de janeiro de 2016 o seu “Dia D”, conhecido na história mundial como “o dia decisivo” para o fim da II Guerra Mundial. “O dia D não foi quando os aliados ganharam a II Guerra Mundial, mas marcou o início da vitória”, compara o atual presidente da Taurus, Marco Aurélio Salvany. O executivo, que teve parte de sua carreira em montadoras de automóveis, atuou na década de 90 como Diretor de Operações da CBC e também como consultor, e assumiu o comando das operações da Taurus em julho de 2015.

Segundo Salvany, foram realizadas modificações importantes e necessárias com a evolução dos processos administrativos e operacionais da companhia visando garantir aumento da eficiência e qualidade da produção. O papel do líder de chão de fábrica também foi fundamental nesse processo, pois, por intermédio dele, foi possível envolver os profissionais no processo de melhoria contínua. “Os investimentos já realizados permitiram à empresa melhorar ainda mais a qualidade de seus produtos e duplicar sua produção no segundo semestre de 2015. Em 2016, o objetivo é dobrar a produção novamente, garantindo consistência de qualidade, meta perfeitamente exequível com as mudanças operacionais implementadas na unidade”, afirma Salvany. “As mudanças são necessárias e naturais em um processo de evolução. Estamos de olho no futuro e nas necessidades do mercado”, afirma. “A ideia é recuperar a credibilidade, que não poderia ter sido perdida, e recolocar a Taurus no lugar de onde nunca devia ter saído”, pontua o presidente.

 

Por Carlos Pares 

Fonte: Revista Magnum - www.revistamagnum.com.br

 


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