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Uma família no Tiro Prático: os irmãos Nicolas Fiorini Oechsler (17) e Catarina Fiorini Oechsler (13), filhos dos atiradores Tânia Fiorini e Kuki Oeschsler, de Blumenau, Santa Catarina. Os jovens hoje integram o Team Tanfoglio Brasil!

PORTAL DO TIRO: Como aconteceu a escolha do tiro como um esporte para vocês? Quando começaram a praticar, já pensavam em competições ou era mais por hobby?

Nicolas: Comecei a atirar era só pra acompanhar meu pai. Não tinha nenhuma pretensão de participar de provas grandes, além das internas do clube e algumas etapas estaduais. Ou seja, era apenas um hobby de fim de semana. Hoje já virou uma ocupação pros sete dias da semana.

Catarina: Quando iniciei já observava meu irmão e meu pai atirando e por isso já tive um foco e um interesse maior nas competições, pois já sabia como funcionava.

 

PORTAL DO TIRO: Dentre as modalidades do Tiro Esportivo, porque a escolha do Tiro Prático (IPSC)? O que mais chama a atenção nessa modalidade?

Nicolas: O fato de ser um esporte dinâmico, que envolve técnicas, mobilidade corporal e um bom controle emocional, me atrai muito. E acho que isso é o que torna o IPSC tão diferente dos outros tipos de tiro.

Catarina: Cresci vendo meu pai e meu irmão participarem de competições. Não tive muita escolha quanto à modalidade de tiro, mas acho que não conseguiria escolher outro esporte senão o IPSC.

 

PORTAL DO TIRO: Precisaram abrir mão de muitas coisas por causa do Tiro? Como é em relação a amigos, família, estudos?

Nicolas: Sem dúvida. Se você quiser obter sucesso em qualquer coisa, precisa abrir mão de outras. Deixar de ir a festas com amigos é uma delas. Os estudos não podem ficar de lado, mas, as vezes, é necessário faltar na escola por conta das viagens. Já com a família não sinto diferença, pelo fato de todos atirarem e estarem sempre juntos.

Catarina: Sim, ás vezes, precisamos abrir mão de encontros com amigos para no dia seguinte acordar cedo para campeonatos ou treinos.

 

PORTAL DO TIRO: Quais os documentos legais que a justiça exige de jovens como vocês? Depois de tudo legalizado, você já podem fazer aquisição de armas ou somente a prática?

Nicolas: Eu possuo uma autorização judicial pra competir desde os onze anos de idade. E meu CR, junto ao exército, desde os quatorze anos. Mas isso não me da o direito de possuir uma arma no meu nome. Apenas utilizar as que estão no nome dos meus pais.

Catarina: Assim como meu irmão, também tenho autorização judicial desde os nove anos e CR desde os onze anos.

 

PORTAL DO TIRO: Qual a estrutura para treinamentos e materiais que o praticante desse esporte precisa? Vocês tem tudo o que é necessário para um bom treinamento?

Nicolas: Infelizmente no Brasil a legislação não permite que tenhamos as condições ideais para treinar a nível mundial. Desde preços até burocracia, no Brasil é complicado. Contamos com o apoio de alguns patrocinadores e assim é possível amenizar um pouco dos gastos e ter uma rotina de treinamentos.

Catarina: Apesar das dificuldades relatadas pelo meu irmão, procuramos sempre treinar na medida do possível e participar de varias etapas com a ajuda de nossos patrocinadores.

Ambos: Gostaríamos de deixar registrado um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Vocês são peça fundamental no nosso sucesso. Sem vocês não teríamos oportunidade de crescer no tiro. Muito obrigado Jaime Saldanha Junior, Team Tanfoglio Brasil, Guga Ribas, Morigi Armeria, Sport Blu e FMD.


PORTAL DO TIRO: Vocês competem com jovens da idade de vocês? Qual é a Divisão e qual é a arma escolhida?

Nicolas: Eu atiro na Divisão Production com uma Tanfoglio Stock II calibre 9mm, onde a arma tem limitações rigorosas quanto à customização. Praticamente, toda original de fábrica. E nas categorias Júnior, onde atiram todos abaixo dos dezoito anos, e Overall, que engloba todos os competidores da Divisão.

Catarina: No Brasil, por não haver muitos competidores da minha idade eu atiro na categoria Damas e na classificação geral (overall) pontuamos com os demais atiradores. Atualmente atiro na Divisão Production, com o calibre 9mm, pistola Tanfoglio stock II.

 

PORTAL DO TIRO: Hoje vocês fazem parte de uma grande equipe, como aconteceu a entrada de vocês no Team Tanfoglio Brasil, como é fazer parte dessa equipe?

Nicolas: É muito legal fazer parte de uma equipe, ainda mais uma tão importante quanto o Team Tanfoglio Brasil. Além de uma equipe esportiva, vejo o Team como uma grande família onde a amizade é uma das coisas mais importantes. Sinto-me muito feliz e honrado por poder fazer parte disso.

Catarina: Fomos convidados pelo Jaime Saldanha Jr., um dos melhores atiradores do mundo para fazer parte da equipe. Sinto-me muito feliz por fazer parte da Team Tanfoglio Brasil.

 

PORTAL DO TIRO: Como vocês conseguem chegar ao equilíbrio físico, emocional que o esporte exige?

Nicolas: Para o preparo físico eu treino, além do tiro, Crossfit. E vejo isso como uma parte fundamental para um bom desempenho nas provas. E na parte psicológica eu tenho acompanhamento de uma psicóloga de esportes. E, talvez, a parte psicológica seja ainda mais importante que a parte física, pois a cabeça controla o corpo.

Catarina: Além do tiro, faço handebol e boxe. Acho que isso me da muita resistência e preparo. Procuro me concentrar nos treinos e nas dicas da minha família e principalmente do Jaime Saldanha Jr quando treinamos juntos.

 

PORTAL DO TIRO: Com todo o debate sobre o Estatuto do Desarmamento, com pessoas a favor ou contra, vocês sentem algum preconceito por praticarem um esporte que utiliza a arma de fogo como ferramenta?

Nicolas: Sim. Muitas pessoas no nosso meio social enxergam o esporte com maus olhos apenas por conter armas de fogo. A escola é um exemplo disso. Nas competições esportivas dentro da escola todos os atletas que tem algum destaque a nível estadual, nacional, etc... sempre foram homenageados, mas com a gente isso nunca aconteceu. Chegaram a fazer uma pequena entrevista dizendo que seria postada no site da escola. Espero até hoje, a entrevista que nunca saiu.

Catarina: Já deixamos de receber apoio pelo fato de utilizarmos armas de fogo no nosso esporte, que ainda sofre muito preconceito no Brasil. Como meu irmão disse, até na escola recebemos um tratamento diferente dos outros atletas.

 

PORTAL DO TIRO: Quais os planos para o futuro dentro do esporte?

Nicolas: Chegar aos melhores do mundo. Com tempo, dedicação e empenho vejo tanto a mim quanto à minha irmã disputando grandes provas internacionais. E com isso, quem sabe um dia, poder ajudar atletas mais novos, como estão fazendo comigo.

Catarina: Crescer no tiro, competir em provas internacionais e sempre alcançar os melhores resultados.

Além do agradecimento especial aos nossos patrocinadores, muito obrigado ao Portal do Tiro, pela oportunidade de mostrar um pouco do nosso esporte e sonho!

Por Portal do Tiro


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