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Aos 12 anos, Felipe Wu já sentia paixão pelo tiro como esporte. Começou com os pais, que praticavam como hobby, mas nunca competiram profissionalmente. Treinava na garagem de casa, em um estande improvisado com 7 metros de distância entre ele e o alvo no portão de casa.

Sem estrutura, sem apoio, sem saber que, 12 anos depois, se tornaria o primeiro atleta olímpico a trazer uma medalha para o Brasil nos jogos de 2016, na modalidade de Pistola de Ar 10 metros

Antes disso, já traria o ouro no Pan Americano 2015 e ocuparia a liderança no ranking mundial da Copa do Mundo. A primeira medalha brasileira no Tiro Esportivo foi conquistada quase 100 anos antes, por Guilherme Paraense, nos jogos da Antuérpia em 1920.

 

No primeiro dia das Olimpíadas 2016, os olhos, o choro e os gritos dos brasileiros estavam voltados a Felipe e ao tiro esportivo. Atenção esta que o campeão afirma ter feito toda a diferença em sua vitória. Dizia que a torcida, até aquele momento, não fazia diferença no tiro esportivo. Neste dia fez, e muita!

Hoje, com 25 anos, Felipe ainda comemora com humildade suas vitórias. Celebra cada momento, torce e vibra com seus adversários. Para ele, o tiro é mais do que competição, é uma paixão, um estilo de vida, mas uma questão que ainda precisa caminhar muito no Brasil. Em várias ocasiões, já deixou claro que a maior conquista é a visibilidade do tiro esportivo no país, pois não há muito incentivo a esta prática e muitos atiradores de talento ainda desistem por este motivo.

Infelizmente, isto não é suficiente. O campeão ressalta ainda que o grande problema em nossa legislação é a burocracia e o alto custo para continuar praticando. O trâmite da documentação de importação e legalização do equipamento no Brasil leva aproximadamente um ano. Para ele, o que prejudica é que, aqui, a arma de prática esportiva é tratada igual uma arma de defesa. Quanto ao preço, uma arma que na Europa custa R$ 9 mil tem o preço dobrado devido a impostos. Munição para 50 disparos, que equivalem a mais ou menos meia hora de treino, custa cerca de R$ 50.

Mesmo com todos os empecilhos, ele segue em frente com muito suor e garra. Saiu da garagem, hoje treina na Hebraica, mantém sua pesada rotina de treinos – 4 a 5 horas por dia – inclusive nas visitas a Curitiba para ver a namorada, a também atiradora Rosane Budag. Sabe que cada conquista dele é também uma conquista para o tiro no Brasil e um orgulho para todos os brasileiros.

Com uma carreira brilhante pela frente, Felipe Wu brilha no Tiro Esportivo, acumulando conquistas, medalhas e orgulho para todos os brasileiros.

 

Por Portal do Tiro


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